O Lugar da Transferência na Terapia Centrada no Cliente
Uma Perspectiva Teórica Centrada na Pessoa
DOI:
https://doi.org/10.65632/ecp.v7n1.46Palavras-chave:
Psicologia, Abordagem Centrada na Pessoa, Carl Rogers, Terapia Centrada no Cliente, Tendência atualizanteResumo
Um dos conceitos mais discutidos dentro do universo da Psicologia é a transferência. Utilizada inicialmente na Psicanálise para definir alguns aspectos das relações humanas em psicoterapia e a demonstração de conflitos passados ou inconscientes, o conceito, por conta da expansão da ciência e do universo incomensurável que chamamos de Psicologia, ganhou discussões nas mais diversas perspectivas teóricas. Inicialmente descrita por Freud, o tema, por sua fama, também chegou a Abordagem Centrada na Pessoa, desenvolvida por Carl Rogers e seus colaboradores. A Terapia Centrada no Cliente, desdobramento clínico da ACP, possui a sua visão sobre esse fenômeno, explicitada por Rogers em dois momentos, no capítulo 5, Três Problemas Levantados por Outras Orientações: Transferência, Diagnóstico, Aplicabilidade, presente em seu livro Terapia Centrada no Cliente de 1951, e em um texto do ano de 1986/1987 nunca publicado em língua portuguesa, chamado Reflection of Feelings and Transference (Reflexão de Sentimentos e Transferência), presente no livro The Carl Rogers Reader, organizado por Howard Kirschenbaum e Valerie Henderson no ano de 1989. Desta forma, o seguinte artigo busca explorar a visão de Rogers sobre o fenômeno e a perspectiva teórica centrada na pessoa do conceito, com adendos teóricos da interpretação de John Shlien, amigo próximo de Rogers e um dos primeiros psicoterapeutas centrado na pessoa.
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